No dia 31 de janeiro, recordarmos com gratidão 91 anos da chegada das 7 primeiras irmãs vindas de Espanha para fundar a missão Oblata no Brasil. Ao rememorar esta data, celebramos não apenas um marco histórico, mas o ardor missionário das primeiras irmãs que, movidas pela fé e pelo ideal abriram caminhos em terras desconhecidas e também a fidelidade de tantas irmãs que, ao longo das décadas, deram continuidade a esse chamado, semeando o Carisma Oblata nesta terra.
É uma memória que inspira esperança, lembrando que cada passo dado em 1935 ecoa até os dias de hoje na vida de comunidades, da família Oblata e das mulheres acompanhadas pelos Projetos no Brasil.
Que esta memória agradecida seja um convite à Família Oblata para renovar o ardor missionário e a confiança na Providência e o chamado a seguir fazendo caminho com outras mulheres mais vulneráveis: e um convite vocacional, a outras jovens que desejam seguir a Jesus, dedicando sua vida ao serviço e à promoção de outras vidas, tal como fizeram aquelas primeiras irmãs que, com fé e coragem, abriram caminhos em terras brasileiras:
Compartilhamos a seguir, um extrato da crônica da Comunidade do Rio de Janeiro, sobre este acontecimento, que assim nos narra:
Em setembro de 1934, Madre Geral Eugenia Pérez Ilzarbe e Madre Francisca Enériz viajaram à América para visitar fundações já existentes e participar do Congresso Eucarístico Internacional em Buenos Aires. Durante a viagem, ao contemplarem o Cristo Redentor no Rio de Janeiro, sentiram um forte chamado: fundar uma missão aos pés daquela imagem que abraça a cidade. Receberam apoio e autorização do Cardeal Pacelli (futuro Papa Pio XII), e ao regressarem à Espanha convocaram voluntárias para esta nova missão.
No dia 31 de janeiro de 1935, desembarcavam no porto do Rio de Janeiro as primeiras Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor em terras brasileiras. Movidas pelo ideal da Congregação e pela confiança na Providência Divina, as Irmãs Eusebia Olaverri, Encarnación Guzmán, Manuela Quesada, Francisca Colomo e Felisa Corres.
Acompanhadas pelas Conselheiras Gerais Francisca Eze e Pilar Peña, iniciaram uma missão marcada por coragem, simplicidade e ardor apostólico. Hospedaram-se em comunidades religiosas e contaram com o apoio dos Padres Redentoristas, saíram de porta em porta pedindo ajuda e angariando recursos para dar início ao apostolado. Em fevereiro, instalaram-se em uma pequena casa no bairro de Andaraí, onde nasceu oficialmente a primeira comunidade Oblata no Brasil.
A semente lançada no Rio de Janeiro rapidamente floresceu: em maio do mesmo ano, um novo grupo partiu para Santos, atendendo ao convite da Associação de Senhoras Católicas para acompanhar jovens em cursos profissionalizantes. Assim, em apenas quatro meses, a semente lançada no Rio já florescia em outro solo brasileiro, mostrando a força do Carisma Redentor.

